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A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen, de Eugen Herrigel

O livro A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen, de Eugen Herrigel, foi um presente de uma amiga, que já o havia lido e queria integradas a mim as boas mensagens contidas nele. Confesso que foi um presentão! Ainda mais quando dado a quem adora estudar a função de ensinar, pois o livro revela muito da relação mestre-discípulo (a meu ver, não há pedagogia melhor do que essa).

Como acontece com muitas outras leituras, o começo do livro não é muito agradável, mas passada essa prova breve, a leitura flui. O autor é um filósofo alemão que passou alguns anos no Japão como professor universitário. Nesse período, conheceu a filosofia Zen em uma experiência extraordinária tornando-se discípulo de um mestre da Arte de Atirar com Arco. Sua descrição da experiência com o mestre desconcerta um a nossa formatação para pensar. Sentimos onde somos engessados e vislumbramos possibilidades de perspectivas absurdas mas, no fundo, óbvias da vida, da nossa maneira de ser e nos relacionarmos com nossas ações. Agora entendo que o Zen é muito mais uma filosofia da prática perfeita do que de uma conclusão mental perfeita. Não se chega ao Zen, se transforma no Zen. É uma filosofia realizável no mundo do existir e não no mundo do pensar. Você consegue conceber isso? Não? Então, estude o Zen.

Deixo abaixo uma das mensagens que mais me chamaram a atenção. Realmente, passos finais numa meta que requer persistência são tão importantes quanto todos os outros somados. Se você tem dificuldade com disciplina, reflita sobre essa citação:

“Parece-me que a parte mais difícil terminou. A quem deve caminhar cem milhas, recomendamos que considere noventa como sendo a metade. Tratemos, agora, de praticar o tiro ao alvo”
Mestre Kenzo Awa, em A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen, de Eugen Herrigel